Rui Marqueiro

Presidente da Câmara Municipal da Mealhada

Já passaram 50 anos desde os primeiros festejos de Carnaval.

Um evento tão importante que já se tornou um ícone da Mealhada, um ativo que vai muito para além da diversão e que tem implicações a nível cultural, social e até económico.


Da minha parte, recordo alguns momentos difíceis, como o momento em que a ACB propôs à Câmara a posse do Pavilhão da Mealhada, uma obra que estava a dar os primeiros passos, mas que a Associação não conseguia terminar.

Uma dificuldade que se tornou uma oportunidade: as escolas Mangueira, Batuque e Paquetá ficaram no antigo quartel de bombeiros e a autarquia terminou o pavilhão, resolvendo também o problema do Hóquei Clube da Mealhada.
Recordo, também, uma época em que eu próprio fiz parte dos órgãos sociais da ACB, no final dos anos 90, dadas as dificuldades que a associação atravessava e que ultrapassou.


E tem sido sempre assim: dificuldades existem, mas estas vão sendo ultrapassáveis, com apoios, com entrega, muitas vezes com discussão do melhor caminho a seguir.  


Recordo os grandes bailes e o primeiro ano do evento, quando o "Cerejo" foi o Rei do Carnaval. É que o Carnaval da Mealhada – Carnaval Luso-Brasileiro da Bairrada – é isso mesmo: é um ponto de encontro de centenas de pessoas ao longo de vários meses, é o companheirismo que se experiencia nas escolas de samba, é uma cultura já enraizada nas nossas terras, que vai passando de pais para filhos, de geração em geração.

É um momento sem paralelo no Município da Mealhada e, merece, por isso, atenção redobrada da parte do poder autárquico. Com equilíbrio, sim, com ponderação, com o cumprimento de normas que sempre defendi nos executivos que liderei, estando em causa dinheiros públicos. 

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